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Seu Lular

Posted in Uncategorized por Dagoberto Hajjar em 25 de abril de 2011
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Estou aqui em Miami….de frente para o mar….e ligado com o mundo com meu celular….

Meu celular não é novo….é um iPhone que eu trouxe ele do Brasil…mas chega aqui nos USA e ele ganha uma nova vida com os aplicativos que instalo nele.

Pareço uma criança brincando….

Empresas como Target, Best Buy, Whole Foods, Sephora, GAP, Blockbuster, Walmart e Starbucks desenvolveram aplicativos para o iPhone permitindo que o cliente localize a loja mais próxima, receba informações e promoções quando estiver dentro da loja, faça  pagamento dos itens comprados e receba atendimento pós-vendas fechando o ciclo e fidelizando o cliente. Vale a pena baixar e brincar com os aplicativos. Eles mudam radicalmente a experiência de compra “in store” e permitem que a loja faça promoções segundo a localização do cliente.

Empresas como o Grupo Casino usam a mobilidade para criar o conceito de gôndola eletrônica, leiloando espaço entre os fornecedores. Será um novo e muito rentável “negócio”.

Empresas como Red Laser e Shop Savvy criaram aplicativos que usam a câmera do iPhone para tirar foto do código de barras e mostrar, ao consumidor, todos os detalhes do produto com notas e revisões de outros consumidores e permitindo, inclusive, comparação de funcionalidades, preços e promoções entre produtos ou lojas concorrentes. Estes aplicativos são um grande aliado conferindo poder ao consumidor.

Esta tecnologia de celular faz com que o varejo passe a focar no cliente (customer centric retail) ao invés do produto (product centric retail). Hoje, o varejo está preocupado é com o check-out, ou seja, quando o cliente sai da loja (e paga). Os varejistas poderão utilizar o conceito de customer check-in, ou seja, registram quando cliente entra na loja e poderão transmitir promoções e informações para o celular do consumidor, melhorando a experiência de compra e aumentando as vendas.

As redes sociais ganharam uma importância fundamental na estratégia das empresas e na forma de comunicação com os clientes. Não dá para controlar o que acontece nas redes sociais, mas dá para acompanhar, monitorar e responder, rapidamente, aos consumidores. E o celular virou o dispositivo de acesso preferencial às redes sociais.

Da última vez que estive aqui foi a mesma maravilha. Voltei para o Brasil e o Seu Lular parou de funcionar por 2 dias. Acho que ele estava revoltado de ter que voltar a ser aquela coisinha de falar só voz.

O Brasil ainda tem um número grande de celulares “pai de santo” – aquele que só recebe chamada. Mas, o Brasil consumiu 20.000 iPads em 2 semanas de vendas. É um país de contrastes. Um país de 2 mundos. Os celulares serão o grande aliado do consumidor – lhe dando um poder incrível de barganha. O consumidor INFORMADO é REI !!!

Vale a pena lembrar que em 2005 o governo publicou a MP do Bem (medida provisória que baixava a carga tributária dos PCs) que inundou o mercado de computadores baratos e promoveu a inclusão social. Quem sabe em 2011 ou 2012 teremos a MP do Bem para Smart-Phones ou Tablets?  Com isto faríamos a inclusão das classes C e D no novo mundo digital, dando a oportunidade para que eles ganhem e compartilhem conhecimento.

Bicho do mato…

Posted in Uncategorized por Dagoberto Hajjar em 18 de abril de 2011
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Você já tem um iPad? Não??? Daqui a pouco não ter um iPad será como não ter um celular.

Eu levei exatos 3 minutos para me apaixonar por um. Agora não largo nem por nada.

Você nem sabe o que é um iPad??? Corre, chame seu filho e pergunta para ele.

Acho que este tipo de aparelho será responsável por uma grande mudança cultural e, em especial, uma mudança na relação e poder dos consumidores.

Na semana passada minha patroa me mandou comprar uma cafeteira para dar de presente. Ela acha que tudo que liga na tomada está relacionado com tecnologia, e que eu entendo de tudo que é tecnologia. Bom, peguei o “tablet” e comecei a procurar na Internet os modelos, características, funcionalidades e preços. Vi vídeos demonstrativos dos produtos e comentários de consumidores que já haviam comprado os produtos.

Fui até o shopping sabendo exatamente o que eu queria comprar. Entrei em várias lojas e não achei o modelo que eu queira. Parece que hoje as lojas têm estoque com pouca variedade e quantidade, quando comparado com sites de comércio eletrônico. Chamei o vendedor e comecei a fazer um monte de perguntas sobre os modelos que estavam sendo oferecidos. O vendedor entrou em pânico. Ele “chutou” algumas respostas e eu disse que ele estava errado, saquei o meu “tablet” e mostrei as respostas certas. O vendedor sumiu…

Eu escolhi a melhor opção dentre as que estavam lá. Chamei outro vendedor e disse que queria levar aquele modelo, mas que eu tinha acessado o site de várias lojas na Internet que estavam com o preço mais baixo. Então, eu queria que ele fizesse o mesmo preço dos concorrentes. Mostrei para ele os sites e os preços. O vendedor sumiu…E eu, de dentro da loja, usando o meu “tablet” fiz a compra da cafeteira que eu queria pela Internet. Mais cômodo e mais barato.

Esta acontecendo um choque gigantesco entre vendedores e consumidores. De um lado consumidores altamente informados e informatizados. De outro lado vendedores à moda antiga, cheios de lábia, querendo “chutar” um monte de respostas, ser “espertalhão” e “levar o consumidor no bico”. Este tipo de vendedor terá que procurar emprego em alguma cidade de interior e rezar para a tecnologia demorar a chegar lá. O consumidor informado é rei.

E o lojista, será que entendeu que o consumidor está mudando? Até quando o lojista será conivente com este tipo de vendedor à moda antiga? Será que o lojista vai ficar esperando até que suas vendas despenquem para tomar alguma providência?

Estive em New York em Janeiro. Eu estava com um amigo americano e falei que precisava ir até a loja da Apple para comprar algumas coisas. Ele me olhou espantando e perguntou “Vai lá para que? Compra pela Internet que é mais barato”. E realmente, em 10 dias de New York acabei comprando um monte de coisas pela Internet.

Fui até a loja do museu Guggenheim para comprar uma reprodução. Cheguei lá e não encontrei o que eu queria. Perguntei para o atendente e ele me mandou ir até um quiosque no final da loja e fazer a compra online. Inacreditável. A loja colocou um quiosque com acesso à Internet. Todos os produtos estavam lá. Comprei e recebi, aqui no Brasil, em 10 dias. Perguntei para o vendedor se muita gente comprava pelo quiosque. Ele me olhou espantado e falou “Claro que não. Muita gente compra direto pela Internet. Porque sair neste frio todo para vir até aqui comprar?” Me senti o próprio bicho do mato.

Segundo a Nielsen, no final de 2011 50% do total da população dos Estados Unidos terá um smartphone. Bom, considerando que crianças e idosos não tenham smartphone, então, quer dizer que todos os adultos americanos terão um smartphone. Impressionante.

Já tentou comprar um iPhone aqui no Brasil? Você não vai conseguir. Sumiu do mercado. Venderam tudo o que tinha. Fantástico !!!

E os lojistas continuam tratando os seus consumidores como sendo bichos do mato. Acho melhor eles abrirem o olho. A hora que perceberem já terão perdido seus consumidores que irão comprar “ali no mato ao lado”.


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